Reencontros

É notório, com o tempo, começarmos a ter plena consciência de quão errado foi o caminho que a humanidade seguiu e as conseqüências que esta atitude causou a longo prazo, e nesta última década de forma mais intensa, para nós mesmos e para o planeta, seja em tratando da matéria propriamente dita, bem como dos campos energéticos. Por vezes isto nos trás até certos sentimentos de revolta misturados com certa dor, mas assim que os reconhecemos, quase que instantaneamente, presenciamos crescer dentro de nós a necessidade de lidar de forma mais amena e ponderada com este novo sentimento, nos mostrando, aos poucos, a real necessidade de estarmos aqui, nos preenchemos então de felicidade, ânimo e coragem para fazermos o que nos prontificamos.


Ao decorrer de nossa evolução, que se acelera consideravelmente após o nosso despertar, encontramos, dentro de nós, uma vontade incondicional de procurar conhecimento em diversas áreas, muitas que nem ao menos antes nos interessavam, muitas que nem sabíamos que existia, derrepente nos vemos ávidos a entender certo tipo de assunto, e percebemos que conseguimos assimilá-lo com uma enorme facilidade, nos aprofundando ao ponto de poder passar a outros, com enorme propriedade, este ou aquele conhecimento. Isto, somado a nossa percepção tornando-se, cada vez mais, aguçada em todos os âmbitos, nos proporciona enxergar tudo de outro prisma, mais amplo, mais transparente, ver as coisas como realmente são, pois, até então, o que chamávamos de realidade começa, claramente, se distorcer diante de nossos olhos e de nossos outros sentidos com velocidade surpreendente, nos proporcionando um entendimento mais rápido e preciso de tudo e, principalmente, todos ao nosso redor. Inevitavelmente mudamos nossos valores, não apenas em relação à maioria de nossas atitudes, mas principalmente em relação a algumas pessoas. Quando percebemos nosso círculo de amizades se modifica, de forma natural, mal percebemos. Além de que, de maneira automática, notamos algumas pessoas se afastarem de nós, mesmo sem nenhum motivo aparente, a admiração que existia por certa pessoa se esvai e, por vezes, é preenchida por um sentimento que vai de certa raiva, no início, até um sentimento de desdém, que nos fazem entender a necessidade de estarmos aqui, e se transforma em amor, amor ao próximo, amor incondicional. Enxergamos, de maneira humilde (isto se torna bem claro diante do esclarecimento deste sentimento), o nosso tamanho em relação a este ser. Sem ele perceber notamos o quanto podemos ajudá-lo. Claro, se ele o percebesse seria muito mais fácil desenvolver nosso trabalho, mas é algo que dificilmente irá acontecer, geralmente agiremos sem termos mérito imediato algum, o que em pouco tempo deixará de nos incomodar ou até magoar, pois percebemos, com a prática e o aumento de nosso discernimento, que o verdadeiro mérito vem de dentro de nós, traduzido por uma enorme alegria e plenitude por estarmos no lugar certo e fazendo a coisa certa, a princípio sentimos isso inconscientemente, mas aos poucos entendemos o porque deste maravilhoso retorno, o que o torna maior ainda.
Em contra partida a isso surgem novas amizades, muitas que se sobressaem, e muito, aos antigos laços que já existiam nas nossas vidas. A parcialidade nos preenche totalmente, por vezes nos surpreendemos com tamanha troca de amor e carinho, por alguém que conhecemos a tão pouco tempo, o bem estar que sentimos ao lado destas novas amizades nos deixam perplexos. Mas devido a nossa aguçada percepção os detalhes e sutilezas dos acontecimentos nos demonstram o quão óbvio eram estes encontros. As conversas em comum, sentimentos, valores, admiração por isso ou aquilo, tudo nos leva a crer que este certamente não é apenas um encontro casual, mas sim um reencontro que, de forma alguma, poderia deixar de acontecer para que levássemos nossa vida e nossa ‘missão’ adiante.

Glauco AC
06.03.2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário