A Profecia Celestina e as visões

Venho de uma geração onde a referência ‘índigo’ não havia se espalhado, como hoje acontece, o mundo não vivia esta realidade, raramente se ouvia falar em Profecias Maias, Profecias Hope. Vida fora deste planeta era algo tão irreal, somente presente em filmes de ficção, muito longe de se esbarrar à veracidade. O espiritualismo ainda era visto com preconceito e medo. O sistema monetário estava em seu auge, e as grandes nações esbaldavam orgulho. O Planeta não corria riscos, grandes catástrofes eram fatos isolados, que não traziam preocupação alguma da comunidade científica, a qual se voltava unicamente a expandir a nossa tecnologia, pensando no nosso bem estar. O sistema ecológico não se encontrava em colapso, como presenciamos hoje.
Certo dia, próximo os meus dezessete anos de idade, uma amiga me falou de um livro que havia lido. A fez mudar algumas coisas em seu modo de pensar e agir, como se houvesse apenas apertado um botão, aconteceu de uma hora para a outra, era claro que ela se preenchia de certo ‘êxtase’ ao comentar sobre o mesmo. Um livro escrito por James Redfield, um escritor americano, chamado ‘Profecia Celestina’, se tornou best sellers, é o primeiro de uma série de cinco (Profecia Celestina, Guia de Leitura da Profecia Celestina, Décima Profecia, Guia de Leitura da Décima Profecia e Visão Celestina). Sem que eu notasse, nos dias seguintes, houve diversas ‘coincidências’, muito sutis para, ate então, eu percebe-las, que culminaram na minha ida a um sebo, e me ver diante do livro em uma prateleira. Sem hesitar eu o comprei, e tão logo chegasse em casa comecei a lê-lo.
  Ao contrário do que imaginei, devido ao seu título, não se tratava de um livro religioso, sobre certa religião ou ceita, muito menos formas de se alcançar o divino através de algumas receitas e orações milagrosas. Era um livro fictício. O protagonista se deparava com o conhecimento de um antigo manuscrito maia, que é encontrado nas florestas peruanas, neste se descreviam nove ‘visões’, e ao passo que os seres humanos presenciarem e vivenciarem estas visões eles darão um salto físico e espiritual rumo à evolução do Ser.
Digeri o livro em poucos dias, algo me prendia a ele, nunca fui um ávido leitor, porém não conseguia parar de ler. Qualquer tempo livre me levava ao ato de abri-lo, aos poucos ia entendendo o ‘êxtase’ presenciado pela minha amiga, algo acontecia comigo da mesma forma, não parava de pensar nele. Conforme eu me deparava com as ‘visões’, algo maravilhoso estava sendo notado pelo meu subconsciente, algo mudava dentro de mim, tudo aquilo que eu estava lendo, não sabia como explicar, mas eu já tinha conhecimento, não era aprendizado, estava apenas trazendo a tona alguma coisa de dentro de mim, ativando uma memória longínqua, que eu desconhecia que a tinha e o que era.
Este acontecimento eu julgo ser o início do meu despertar, foi o que alavancou a minha busca por conhecimento, minha certeza de que acontecia algo além da nossa realidade diária, que não estávamos aptos a enxergar. No meu subconsciente eu possuía informações, que até então desconhecia, e que precisava saber como acessa-las.  Tudo que me acontece hoje em dia, inclusive o propósito de eu escrever este livro, foi devido a este passo inicial.  Sendo assim, acho inevitável citar o fato aqui, e comentar as nove ‘visões’. Lembro que este livro, ‘Profecia Celestina’, não é voltado às crianças índigos, muito menos às crianças cristais, mas sim para o ser humano, porém as ‘coincidências’ entre a evolução humana e nosso despertar estão presentes em todas as nove ‘visões’.

Primeira Visão – As coincidências

Começamos a vislumbrar uma forma de experiência alternativa, momentos em nossas vidas que parecem, de alguma forma, diferentes, mais intensos, inspirados. Mas sem poder identificar o que é este sentimento, nem como fazer com que dure em seguida nos tornamos insatisfeitos e inquietos, por ver nossa vida voltar ao que era. Consequentemente isto culmina em brigas, dificuldades de relacionamento, busca pela espiritualidade, busca por conflitos, etc. Porém este problema é temporário, quando compreendemos esta experiência por completo começamos a notar as ‘coincidências’ misteriosas que acontecem a todo o momento em nossas vidas, que parecem nos guiar, e mesmo sem saber explica-las, sabemos que é real. No momento que as notamos percebemos cada vez mais a quantidade e a precisão delas, se corretamente interpretadas. Segundo esta visão este sentimento começaria a intensificar-se a partir da década de 70, até um determinado tempo do próximo século, quando um número considerável de pessoas tomasse consciência disto e atingiríamos a ‘massa crítica’ o que permitirá um salto evolucional na humanidade.
Pois bem, sabemos que o padrão de ressonância predominante em nosso planeta é denso, ou seja, sintonizado com partículas mais características do nosso quadrante no espaço. É natural que predomine em nossa humanidade. Mas o sentido evolucional é sempre sutilizar este padrão de ressonância. No extra físico, em espírito, somos mais lúcidos quanto a esta questão e sempre traçamos planos que visam essa sutilização quando fazemos nosso ‘contrato’, para podermos reencarnar. Consequentemente foram surgindo pontos de ressonância mais sutis no Planeta, porém ainda poucos. Sendo assim as chances de grande parte da humanidade estar em sintonia com padrões mais sutis sempre foram pequenas.
No entanto a partir de 1970, nosso sistema começou a ser influenciado pelo cinturão de fótons ou fotãos emitidos pelo sol de Alcione, em Pleiades. Não por completo, isso acontecerá apenas em dezembro de 2012, mas a influência, cada vez mais, se torna significativa. Podemos entender o cinturão de fótons como um campo de concentração de partículas sutis, no livro "As Chaves de Enoc" o cinturão de fótons é chamado de ‘Zona de Nulo Eletromagnético’, e esta zona contém uma programação evolucional para as diversas humanidades que compões nosso Cosmo.
A ciência já sabe que os fótons conduzem informação, então esses fótons vindos do cinturão, trazem o que podemos chamar de ‘programação evolucional’. Portanto partículas sutis vieram a intensificar os pontos de ressonância sutilizados em nosso planeta, aumentando, consideravelmente, as chances dos humanos se depararem com estes pontos, cada vez mais presentes no Planeta. Eles potencializam a chance de nossa sintonia ser alterada. Nosso campo essencial capta este padrão de ressonância, e a partir daí sentimos consciente ou inconscientemente que algo precisa mudar, e se seguirmos esta sensação vamos atrás de informação e entramos no ciclo de sincronicidade evolutiva.
Toda a inquietação gerada, como diz esta primeira visão, é consequência desta percepção aguçada pelas partículas emitidas pelo cinturão de fótons. O Cinturão de Fótons então começa a cumprir o seu sentido de proporcionar uma espécie de salto evolucional, despertando a essência dentro de cada ser humano, permitindo a todos a chance do despertar consciencial.

Segunda Visão – Interpretação correta da história

Esta visão é uma interpretação mais correta da história recente, que nos esclarece melhor a transformação, e nos dá uma perspectiva histórica (do ponto de vista ocidental). Nesta visão precisamos reviver a história da humanidade como um todo, desde o início do século, experimentando como se vivêssemos todo esse período em uma só vida.
No início do século os eclesiásticos exerciam grande influência sobre a mente da população. Criaram uma realidade onde eles eram os porta-vozes de Deus, a Terra o centro do Universo, e a única finalidade da vida era perder ou ganhar a salvação. Tudo dependia da Igreja, desde uma boa colheita, até um nascimento de uma criança perfeita. Mas este conceito começou a desmoronar nos séculos XIV e XV, quanto os eclesiásticos, em segredo, começaram a violar os votos de castidade, ou aceitavam espórtulas quando as autoridades governamentais violavam as leis das escrituras. Foi quando um grupo, liderado por Martinho Lutero, rompeu com o cristianismo papal e começou a se formar igrejas, onde o individuo deveria ter acesso às escrituras, e interpreta-las por si só, sem intermediários. Os padres perderam a credibilidade, e a cultura ocidental entrou em colapso. Se a descrição da realidade e da razão da existência humana, dada pelos eclesiásticos estava errada, qual seria a correta? Os astrônomos já haviam provado que o Sol e as estrelas não giravam em torno da Terra, a humanidade não era mais o centro do Universo, a natureza de Deus e a nossa relação com Ele precisava de uma nova definição.
Com esta consciência se inicia a Idade Moderna. Precisava-se explorar sistematicamente aquele novo mundo, foi ai que nasceu o método científico (testar uma idéia, chegar a uma conclusão, apresenta-la a outros para ver se concordam). Armados deste método, exploradores saem para descobrir como funciona este novo universo, quem somos e porque estamos aqui. Porém devido à complexidade do universo não conseguiram voltar logo com uma explicação completa sobre nossa existência. Enquanto isso precisamos fazer algo até que nossas perguntas fossem respondidas. Fomos então em busca de conforto, tecnologia, tornar nossa estadia e nosso padrão de vida melhor neste planeta, melhorar nosso senso de segurança no mundo. Criamos uma segurança secular, econômica, em substituição a espiritual, que havíamos perdido. Mas este processo chegou ao ápice, está na hora de despertar e reconsiderar nossa pergunta original: o que está por detrás da vida neste planeta, qual nosso verdadeiro papel nisso tudo.

Terceira Visão - A energia

É descrito a nós uma nova compreensão do mundo físico. Os cientistas assumiram uma posição cética, provas para apalparem o que era dito foram exigidas, a incerteza e o esotérico foram eliminados, foram separados os fatos das superstições. Seguindo o princípio de Isaac Newton o Universo funciona de maneira previsível, porque durante algum tempo isso era tudo que se podia provar.
Surge Albert Einstein e a mecânica quântica, indo totalmente contra Newton, nos é provado que tudo que percebemos como matéria sólida, inclusive nós, é em sua maior parte espaço vazio, percorrido por um padrão de certa energia. A física quântica nos releva que quando observamos esta energia em níveis cada vez menores, podemos presenciar resultados surpreendentes. Quando se fragmentam os pequenos componentes desta energia, o próprio ato de observação altera os resultados. Isto se aplica mesmo que as partículas tenham que aparecer em lugares onde não poderiam ir, para frente e para trás no tempo, etc. Ou seja, o material básico que forma o Universo é maleável à intenção e expectativa humana.
A percepção humana desta energia se inicia com uma ampliada sensibilidade à beleza de tudo.

Quarta Visão - A luta pelo poder

Os seres humanos passariam a ver o Universo constituído de uma energia dinâmica que poderia nos sustentar e responder nossas expectativas. Contudo também veriam que fomos desligados da fonte maior desta energia, que nos isolamos dela, motivo pelo qual nos sentimos fracos, inseguros e carentes. Diante deste déficit procuramos intensificar nossa energia pessoal da única forma que conhecemos: uma competição inconsciente, que é à base de todos os conflitos humanos. Quando um indivíduo se empenha em uma discussão, pode sair se sentindo mais forte, ou mais fraco, dependendo o que ocorra na inteiração, ou seja, nós humanos procuramos ser mais espertos e controlar uns aos outros não apenas por causa de alguma meta tangível, mas por causa de um estímulo psicológico que obtemos.
Numa relação familiar, pais dominando um filho, ele não tem saída, senão reagir com violência. Quando adulto, devido a esse trauma inicial, vai achar que deve tomar uma postura controladora e manipuladora, com a mesma intensidade, principalmente com pessoas mais vulneráveis: crianças.
Os pais ‘sugam’ a energia dos filhos, de modo que ele fica quase sem nada, ficando esgotado, fraco e confuso (aqui existe uma diferença muito importante em relação às crianças índigos e cristais, explica o porquê, mesmo inconsciente, antes do despertar, ou de ter noção consciente que esta energia existe, não cedemos nesses tipos de discussão, como se soubéssemos da perda dessa energia, e que existem outras formas de obtê-la). Mesmo dizendo que o fazemos para o bem desta criança, o dano a ela continua. Quando se ama cedemos esta energia, mas não somos bastante fortes para manter esta doação, motivo pelo quais os relacionamentos são finitos, transformando o amor em ódio, raiva, se tornando insuportáveis. Este sempre foi o maior conflito humano, e o único motivo de não poder se resolver este conflito é que um dos lados se agarra irracionalmente a certa posição, com o objetivo de obter esta energia.
Esta situação começa a aflorar na nossa consciência, começamos a compreender o quanto manipulamos uns aos outros, consequentemente estamos avaliando nossas motivações, procurando uma nova forma de interagir com esta energia. Quando compreendemos esta ‘luta’ iremos transcender esse conflito e buscar no Universo a fonte infinita que ele pode nos proporcionar.

Quinta Visão – A experiência mística

Descobrimos uma forma simples de obter a energia através de uma experiência mística, através de uma nova perspectiva de como percebemos nossa ligação com o mundo que nos cerca, como se fizéssemos parte dele. Olhar a natureza e ver a sua beleza, observar os inúmeros tons de cores nas folhas de uma árvore, a beleza nas enormes variedades de flores que existem, suas cores, formas, perfumes. Transformar o ato de comer algo sagrado, desfrutar o paladar, para que a energia do alimento penetre em nosso âmago. Algo como sentir amor por tudo. O amor foi mal compreendido por muito tempo. Não devemos fazer amor para sermos bons, tornar o mundo um lugar melhor para se viver, por uma responsabilidade moral, ou desistirmos de nosso hedonismo. Então nos ligaremos a esta energia, sentiremos emoção, em seguida sentiremos euforia e finalmente presenciaremos o verdadeiro significa do amor.
Uma pessoa que tenha presenciado esta experiência mística fica com um campo de energia aumentando e mudando de cor, do branco para o azul esverdeado. Ele se liga a esta essência e extrai a energia de todo o cosmo, em troca, sua energia se expande envolvendo tudo, em toda parte.
Mas manter-se neste estado seria como saltar ao futuro da humanidade, isto ainda não pode ser alcançado, não podemos mantê-lo por muito tempo. Assim que temos contato com pessoas que não presenciam este processo somos trazidos imediatamente deste estado avançado de consciência. Trata-se de reconquistarmos lentamente, dia-a-dia, esta consciência suprema. Para isso precisamos aprender como nos inundarmos desta energia conscientemente, pois esta energia acarreta as ‘coincidências’ e elas nos levam a concretizar este nível em uma base permanente. Quando isto acontece sentimos que atingimos o nosso destino, fizemos à coisa certa, levamos de forma correta nossa vida adiante, acaba o sentimento de ‘será que fizemos certo?’ Nos preenchemos de energia, crescemos o fazemos novamente diversas vezes, elevando nossa vibração e de todo o Universo, tornando nosso padrão de ressonância no planeta cada vez mais sutil, trazendo a nossa realidade o salto evolucional.

Sexta Visão – Esclarecendo o passado

Iremos enfrentar nossa maneira particular e individual de dominar os outros e obter a energia de forma inconsciente, pois sempre o é, a princípio. A chave para abandoná-lo é trazer nosso ‘drama de controle’ a nossa plena consciência, e fazemos isso retornando a nossa infância familiar e analisando como aprendemos a chamar atenção, dominar os outros e sugar a energia deles. Reinterpretamos a experiência familiar de um ponto de vista evolutivo, espiritual, então descobrimos quem somos, nosso ‘drama de controle’ desaparece e nossas vidas decolam.
Os dramas de controle são identificados em quatro tipos: distante, interrogador, intimidador e coitadinho de mim.
Distante – sua maneira de trazer energia para si, é criar na cabeça um drama durante o qual se isola e parece misterioso e cheio de segredos. Diz a si mesmo que está sendo cauteloso, mas o que faz na verdade é esperar que alguém seja atraído para esse drama e tente imaginar o que se passa com ele. Quando alguém faz isso, ele se mantém vago, obrigando a pessoa a lutar e cavar para discernir seus verdadeiros sentimentos. Quando a pessoa faz isso, dedica toda a atenção a ele e lhe transmite a energia.
Interrogador – as pessoas que usam essa maneira de adquirir energia encenam um drama de fazer perguntas e sondar o mundo de outra pessoa, com o propósito específico de descobrir alguma coisa errada. Assim que fazem isto, criticam esse aspecto da vida da outra pessoa. Se essa estratégia der certa, a pessoa criticada é atraída para o drama, se vê intimidade perto do interrogador, prestando atenção ao que ele faz e pensando nisso, para não fazer nada errado que o interrogador perceba. A deferência psíquica dá ao interrogador a energia que ele precisa.
Intimidador – é aquela pessoa que faz ameaças, seja verbal ou fisicamente, obrigando os outros, pelo medo, de que algo ruim lhe aconteça, a prestar atenção nele, em consequência dando energia. É o drama mais agressivo.
Coitadinho de Mim – é aquele que conta todas as coisas horríveis que já aconteceram com ele, insinuando que talvez você seja o responsável, e que se recusar a ajudá-lo essas coisas horríveis vão continuar, ele busca controlar no nível mais passivo, fazendo você se sentir culpado, mesmo não havendo motivo real para isso. Tudo que ele diz, ou faz, deixa você numa posição em que tem que se defender contra a idéia de não estar fazendo o bastante pela outra pessoa. Você se sente culpado apenas por estar na presença dela.
Assim que tomamos consciência de nosso drama de controle, podemos nos concentrar na verdade mais profunda de nossa família, no lado bom, além do conflito por energia. Assim que encontramos essa verdade, ela energiza nossas vidas, pois essa energia diz quem somos, o caminho em que estamos, o que estamos fazendo. Podemos examinar de perto todas as outras coisas que nos aconteceram desde o nascimento, observando como uma história do nosso nascimento até hoje, aí nos conscientizamos de como trabalhamos até hoje no nosso caminho de busca. Não nascemos nessa família por acaso, a compreensão das verdades dos nossos pais tornar-se-ão o nosso caminho. Todos nós temos de passar o tempo que for necessário nos submetendo a esse processo de esclarecimento de nosso passado. A maioria de nós tem um drama de controle que precisa superar, mas assim que o fazemos, podemos compreender o significado superior do motivo de termos nascido de nossos pais específicos, e para o que todas as voltas e viradas de nossas vidas nos preparavam para fazer. Cada um deve observar os pontos em sua vida e reinterpretá-los levando em conta a questão evolucionária, percebendo a sequência de acontecimentos, amigos importantes que encontrou e as coincidências que aconteceram nesta vida. Isso trará uma clara consciência do nosso caminho espiritual e evolucional.

Sétima Visão- Envolver-se conscientemente

Esta visão é uma das mais importantes, também para os índigos, ela diz que os sonhos, pensamentos e devaneios orientam o ser humano, nos trazem respostas e caminhos corretos a seguir. Para interpretar esta orientação de forma eficaz deve-se colocar em posição de observador, se perguntar o por quê, por quê agora, qual a relação com minha vida real?  As imagens negativas devem ser detidas assim que surgem, então uma nova imagem positiva deve substituí-la. As imagens negativas devem ser tratadas com seriedade, e não seguidas. Por exemplo: se lhe vem um pensamento de um desastre de caminhão e alguém lhe oferecer uma carona de caminhão, não aceite. Com o tempo as imagens negativas deverão cessar e aparecerão apenas imagens positivas. Elas nos chegam misteriosamente, na verdade vêem de outras pessoas. Quando projetamos energia em outra pessoa, ela as penetra, e isso ajuda a ver a verdade delas. E toda vez que aproveitamos e nos deixamos levar a um resultado bom, nós crescemos, nos tornamos mais plenos, elevamos nossa vibração, e voltamos a emanar a mesma energia que recebemos.
No caso dos índigos, estes sonhos, pensamentos e devaneios vindos da energia de outros são mais facilmente emanadas e captadas (muitos de nós viemos de sociedades de ‘pensamento uno’, onde partilhávamos o conhecimentos, sentimento e emoções de outros, como se fossemos um só, neste tipode sociedade um depende o outro de forma consciente) e são somados à nossa poderosa intuição, aprender a nota-los e interpreta-los nos traz enormes benefícios físicos e espirituais. Nossa intuição traz a tona nosso conhecimento, nosso aprendizado de outras vidas ao nosso EU consciente.

Oitava Visão – Ética interpessoal
       
       Esta também é uma importante visão, pois se começa aqui a traçar o esboço de uma sociedade mais evoluída em termos de relacionamentos interpessoais. É a forma de tratar outras pessoas para que mais mensagens sejam partilhadas e consequentemente consigamos evoluir de forma mais rápida. Podemos ajudar a outros enquanto eles nos trazem as respostas que buscamos, havendo assim uma troca considerável de energia. Porém um ponto muito importante aqui é o risco de nos viciarmos em determinada pessoa, interrompendo o processo de aprendizado, evolução. Com isso geralmente trazemos a tona nossos dramas de controle.
Relacionamento com Crianças – As crianças precisam de energia numa base constante, incondicional. Ao contrário disso os adultos drenam a energia das crianças durante a educação, pois as fazem encontrar suas necessidades por atenção e reconhecimento de uma forma negativa, isto gera nelas os dramas de controle como estratégia de defesa. O problema é que a maioria dos pais, até hoje, disputa a energia com os próprios filhos. Para manipular a criança os pais tentam influenciá-la para impor o que acham que é melhor e assim roubam a energia da criança. Temos que lembrar que manipular é controlar, e controlar e roubar energia. Isso pode ser evitado se os adultos fornecerem a energia necessária às crianças, seja qual for a situação, dando-lhes atenção e respeito. Sempre devemos incluir as crianças nas conversas, sobretudo se esta conversa for sobre elas. Qualquer adulto sozinho só pode se concentrar e dar atenção a uma criança. Se o número de crianças for superior, este adulto se sobrecarregará e estará impossibilitado de doar energia suficiente, então as crianças começarão a disputar energia entre elas (este é um dos motivos que nas sociedades mais avançadas a educação das crianças é de total responsabilidade do pais e o sistema educacional é completamente diferente ao que presenciamos hoje).
Vícios em pessoas – Quando duas pessoas se apaixonam, há uma troca de energia inconsciente, por isso o sentimento de leveza e euforia, estão se preenchendo de energia. Infelizmente, se acostumam e ficam esperando que isto venha em quantidade suficiente sempre um o outro, se desligando da energia universal, contando cada vez mais com a energia do outro. Mas em certo momento esta energia se torna escassa, e acabam por sugar para si a energia necessária para o suporte do outro, o ego vem à tona, em seguida o relacionamento começa a deteriorar na habitual luta pelo poder. Já está claro que este tipo de relacionamento deve ser revisto, isto não funciona mais.
Projeção de energia em outra pessoa – Quando começamos a por de lado os defeitos de uma pessoa e identificamos suas características boas, sua essência, automaticamente passamos a lhe doar energia. Isto melhora a interação e facilita a troca de informações. Quanto mais amamos e apreciamos os outros, mais energia flui para dentro de nós. É por isso que a melhor coisa que podemos fazer a nós mesmos e amar os outros e doar energia involuntariamente (ação e reação), a verdadeira projeção de energia não tem ligações, nem intenções pessoais.
Apuração de mensagens em grupos afinizados – Um grupo de afinidade é formado por pessoas que tem o mesmo caminho ou caminhos que se cruzam em determinado ponto da vida.  Estas pessoas se destacam umas às outras. Uma vez reunido este grupo, para sequência de um trabalho eles devem se concentrar e se harmonizar, neste momento alguém vai sentir, através da intuição, que deve falar e durante sua explanação os outros doam energia a este, mais energizado a informação fluirá com muito mais facilidade e ele sentirá o momento de parar e outra pessoa o momento de começar e assim se segue, fazendo com que o grupo consiga receber o máximo de informações de forma precisa e coerente. Quando isso ocorre o campo de energia individual de cada um se expande, fundindo-se aos outros, formando assim um ‘reservatório de energia’, como se o grupo fosse um indivíduo apenas, com várias cabeças.
Algumas considerações importantes:
-Para interromper um drama de controle começado pelo outro, não aceite o seu papel no drama concorrente, não represente o drama que ele espera, que ele se desmorona, e o drama será anulado.
-Quando observamos uma pessoa em um nível mais profundo, por trás de sua ‘fachada’, podemos ver o seu EU verdadeiro, que muitas vezes difere bastante do que esta quer mostrar. Às vezes uma sutil expressão diz muito mais que uma conversa inteira.
-Um dos sinais para que duas pessoas conversem é um contato repentino no olhar, um certo senso de reconhecimento, mesmo que nunca o tenhamos visto antes. Somos parte do mesmo grupo mental, geralmente encarnamos juntos e evoluímos na mesma linha de interesse. Estes reconhecimentos intuitivos podem nos trazer muitas mensagens.

Nona Visão – A cultura emergente

Uma forma de se relacionar consciente, em que cada indivíduo estimula o melhor no outro, ao invés de dominá-lo, é uma postura que toda a raça humana vai acabar atingindo. Com isto os pontos de ressonância sutil no planeta irão aumentar de quantidade e intensidade, consideravelmente, com eles nosso ritmo de evolução.
Iremos reduzir voluntariamente nossa população, para que possamos viver em lugares mais belos e com muito mais energia. Em meados deste novo milênio haverão árvores de 500 anos e jardins cuidadosamente zelados, mas com pouca distância de áreas com tecnologias incríveis. Exigiremos o fim de qualquer atividade que ameace a natureza, e buscaremos meios alternativos para lidar com a poluição, pois saberemos ser ela, a natureza, o grande templo onde buscarmos energia vital para nossas vidas. Os meios de sobrevivência (alimentação, transporte e vestuário) serão totalmente automatizados e estarão a disposição de todos. Nossas necessidades serão todas satisfeitas, sem troca de moeda. Ninguém consumirá em excesso, pois teremos abandonado a idéia de posse e domínio para termos segurança. A automação da produção de bens, inicialmente por necessidade, irá aumentar nosso tempo disponível, que será usado para nos descobrirmos, para estudos e para tentarmos novas coisas.
Nosso senso de propósito se satisfará com a emoção da nossa própria evolução, com exaltação em receber intuições muito mais intensas e freqüentes, e ver nosso destino se desenrolar. Todos diminuirão seus ritmos, e ficaremos vigilantes ao próximo encontro significativo que teremos com outra pessoa. Saberemos o que acontecerá em qualquer parte. Ao se encontrar com uma pessoa pela primeira vez, observaremos o campo energético um do outro, revelando assim qualquer intenção de manipulação. Compartilharemos de forma consciente nossas histórias, até que, repletos de euforia, descubramos mutuamente mensagens, e conscientemente, tiraremos proveito delas.
Estaremos dando e recebendo constantemente, e essa interação em troca de informação se tornará o novo trabalho de todos, nossa orientação econômica, permitindo que todos os bens materiais que necessitamos se tornem completamente automatizados e administrados por um serviço público justo. Substituiremos a nossa necessidade de ter, pela necessidade de dar.
Glauco AC

2 comentários:

  1. Impressionante. Parece ultopia mas estamos vivenciando o início desses acontecimentos.

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  2. É 1 ideia mais que interessante. Para vivenciar essa experiência bastaria querer que aconteça, colocando em prática as técnicas de direcionar-se. Daí, o necessário enfrentamento consigo mesmo, até perceber 1 nova realidade. Pois, é. Quem disse que seria fácil, no início?

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