A dor das lembranças

          Nosso orgulho e nosso ego são algumas das primeiras coisas que despertam com nossa consciência índigo, devido alguns acontecimentos negativos e participaçao em ciclos cármicos (que mesmo não sendo nossos, nos influenciam, acabamos por participar deles) que adquirimos pelo caminho da adaptação. Surgindo assim, entre muitos de nós, defeitos de caráter e formas de pensar negativas que se enraizam em nosso ser, e geram atitudes como a individualidade, junto a ela sentimentos pequenos. Mas ao passar dos dias e a melhor compreensão da nossa tarefa e de quem somos, o nosso amadurecimento como índigos, vem a tona algumas lembranças de outras vidas, e inevitavelmente, algumas dores.
 
Se nos libertarmos e nos centrarmos descobriremos outra ferramenta que temos, embora todos possam, pois todos são parte dele, temos maior facilidade de nos conectar ao Universo, podemos senti-lo, vivencia-lo com maior facilidade, independente da condição de tempo/espaço que estamos submetidos aqui na terceira dimensão, pois o próprio Universo é atemporal. Através disso podemos perceber a evolução da humanidade, de nós mesmos, depois que viemos para cá, muitas vezes até antes disso. Alguns de nós, com impressionante clareza, conseguem se recordar e até reviver sentimentos de outras vidas. No nosso âmago, embora algumas vezes não acreditamos, sentimos isso. É normal, estamos em um processo de preparação, por vezes não acreditamos em nós mesmos, questionamos não ser fantasia, ou até mesmo insanidade, mesmo com a enorme quantidade de provas que temos a cada dia, cada momento, de que tudo realmente esta acontecendo. Talvez a princípio não entendamos, mas inevitavelmente, aos poucos, esta sensação, de que podemos nos conectar, sentir e vivenciar o Universo, será mais vívida, compreendida e utilizada em muitas situações, como para absorver energia sem termos que se envolver em 'dramas de controle', e retirar a energia de outros, mas também para termos uma idéia mais exata da nossa caminhada aqui. A partir desta compreensão teremos uma maior clareza de nossas diversas vidas, poderemos vê-las e revivê-las como um todo, tirando maior proveito delas e do aprendizado que nos trouxeram, e que é vital para este momento. Poderemos observar a totalidade de nossa estadia aqui, entenderemos o porque de muitas passagens, o porque de muitas experiências, boas e ruins, saberemos que todas tiveram seu propósito. Viveremos algumas lembranças com tamanha intensidade que algumas nos rasgarão por dentro. Virá a tona sentimentos por pessoas que nem sabemos quem são. Sentiremos o amor, a saudade, a raiva, o ódio que por vezes sem nem saber por quem. Teremos uma certeza do porque é tão necessário o 'véu do esquecimento', que cobre a humanidade sobre a influência da matéria. Mas, nós índigos, temos as ferramentas para operar neste tipo de situação, e se soubermos, poderemos tirar enorme proveito do que ainda chamamos de dor, e que aos poucos passará a ser lição, experiência e seu efeito será mais suave sobre nossa alma. Este fato nos trará enorme entendimento pelos muitos defeitos de caráter e atitudes que tivemos nesta vida, como fundamentar o nosso orgulho e o ego, tão predominante em qualquer índigo, estes sim, podem causar a nós e a outros uma dor sem propósito. Teremos, entendendo-os, como dissipa-los. Conseguiremos nos colocar um pouco mais próximos do nossos lugares, e temos que fazê-lo, estamos aqui principalmente pelos outros, e não somente por nós. Se formos a fundo em nossas lembranças poderemos ter as respostas que necessitamos, todas estão dentro de nós mesmos, e cabe apenas a cada um de nós descobrir como obtê-las. Isto irá nos definir.
 Livres disto poderemos nos doar por completo, nossa vida será mais tranquila, nos focaremos e o sucesso como ser humano estará mais próximo, e claro, consequentemente o sucesso como índigos também virá. Saberemos o nosso real potencial, sem nos deixar influenciar por estes sentimentos pequenos. Em certa hora isso se fará necessário, pois cedo ou tarde a individualidade, que ainda é necessária para o despertar e o auto conhecimento de cada de nós, terá que deixar de existir. Para que possamos, então, subir o próximo degrau, a 'unidade' deverá começar a surgir, nós índigos, poderemos coordenar e tomar as medidas necessárias para que a, tão esperada, mudança comece efetivamente a acontecer e a humanidade comece a colher seus frutos, tomar consciência exata do que acontece e potencializar os agentes da mudança. Pois a maioria de nós viemos de sociedades 'unas', compartilhavamos nossas experiências, sentimentos e conhecimentos, como um só, e assim será aqui, não existe outra forma.

Glauco AC
16.04.2011

2 comentários:

  1. obrigada por mais um texto excelente! bjs!

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  2. Importantissimo este texto, Glauco! Parabens e obrigado pelo conhecimento partilhado.

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