Realidade ?

Após alguns anos tive o prazer de me deparar com a possibilidade de assistir novamente o então cult, filme do diretor Richard Kelly, produzido em 2001, Donnie Darko, e o fiz pela quarta vez. O filme do adolescente problemático, que duvida de sua realidade e lucidamente se rotula alienado (?), cria uma atmosfera atemporal, através do coelho que se diz viajante do tempo e esbarra em conceitos da física quântica, e que perambula por suas visões lhe direcionando a acontecimentos que ultrapassam de longe o contexto de ‘coincidências’, mesmo sendo mascarados por atos de vandalismo, que ao decorrer do filme entendemos que não se trata disso, está muito além o significado de suas ações, se nota a alusão ao descontentamento das instituições do sistema escolar conformista, celebridades falsas que levam ao fundamentalismo religioso, a falsa busca da sociedade em sanar suas melancolias através de psicoterapia, remédios e outras drogas. O filme também aborda de forma curiosa a obra de Lewis Carroll, Alice no país das Maravilhas, não somente através da figura do coelho, de sua visão fronte ao complexo simbolismo do espelho em sua superfície líquida, analogia esta que remete a ‘magia’ e premonição do futuro, mas principalmente seu tédio e melancolia, comparadas a da Alice, que o levam a expandir sua consciência para a possibilidade de universos paralelos em diferentes níveis de realidade, tempo/espaço. Também não posso deixar de comentar o simbolismo gnóstico da repetitiva imagem do olho que aparece no filme como a figura desenhada no quarto de Donnie ou o olho ferido de Frank, o coelho, segundo o dito do filósofo romano Plotino: ‘nenhum olho está capacitado a ver o sol enquanto, de certa maneira, ele mesmo não se tornar o sol’. Deduzindo que o sol, seja fonte de luz, e a luz um sinal de inteligência e do espírito, a imagem representa o conhecimento mantido aprisionado no mundo material, mantendo-nos cegos, nos fazendo necessitar da gnose para ‘abrir nossos olhos’.


Fazendo uma rápida analogia do roteiro nota-se que continua atual, e talvez, hoje, com melhor propriedade ainda de compreensão, pois ao decorrer dos anos fica mais notório o sentimento de inquietação da humanidade neste período em que vivemos, o qual julgo extremamente necessário para que aconteça a mudança de consciência humana neste planeta, que para mim é inevitável e que já se iniciou. Todos os seres humanos deste planeta, de todas as classes sócias, níveis intelectuais, de qualquer crença, hora ou outra, se perguntam a importância do que estamos vivendo, questionamos o rumo de nossas vidas, se estamos felizes, até se realmente compreendemos o que é felicidade, qual a importância dos nossos corridos e fúteis dia-a-dia, nossa necessidade pelo ‘ter’. Se na verdade enxergamos a realidade como ela é, ou vivemos uma fantasia, que ao meu ver deve ser providencial a poucos indivíduos, humanos ou não, por algum motivo que nossa necedade não nos permite nem ao menos esbarrar. Tenho a crença que se tivéssemos ferramentas e intelecto para nos aprofundar nestas questões a conclusão não seria nada boa, mas por hora tudo ainda é apenas especulação e dúvidas, com pouquíssimas provas tangíveis, nossa ignorância foi muito bem arquitetada a milênios.
Imaginamos, de maneira individual (ainda), o que poderíamos fazer para melhorar isso, um novo trabalho, uma nova casa em um lugar diferente, a prática de um esporte, uma nova companheira ou companheiro. Claro, nenhuma destas atitudes irá sanar, nem um pouco, o sentimento de insatisfação, inquietação e vazio que cresce exponencialmente dentro de cada um de nós, muito pelo contrário, será um motivo a mais: a frustação pela tentativa falha. Mas acredito piamente que esta própria decepção se tornará mais um catalizador para termos atitudes futuras cada vez mais eficazes em relação a isto. É fato que a humanidade vive uma realidade de pensamentos e valores completamente distorcidos, isto acontece por uma ‘imposição de consciência’ proposital, causada pelos verdadeiros dirigentes deste planeta, os quais estão bem acima de quaisquer governos e o fazem para que continuemos ignorantes e não percebamos o que realmente importa, que é nosso desenvolvimento e aprendizado, não apenas como indivíduos mas, principalmente, como sociedade, pois, claro, nos tornaríamos uma ameaça, mesmo estando nós infinitamente abaixo deles em termos de consciência e tecnologia, e sem nem ao menos chegar perto da verdadeira realidade do que acontece por trás das cortinas deste teatro superficial que é a vida que vivemos.

Glauco AC
29.02.2016

Jogo de Tabuleiro

A ignorância é como um calo, embora nos incomode, limite nossos movimentos e por vezes nos causa até dor, está ali, crescendo, se desenvolvendo, mas nós nos acostumamos com ele, por vezes nem notamos sua existência. Para que pudessemos partilhar das experiências nesta orbe, neste planeta, nesta existência, foi necessário adquirmos esta ignorância, ao menos até agora. E somos os maiores culpados, da mesma forma que somos os responsáveis por tudo que acontece em nossas vidas, cada ação causa uma reação, desta forma também seremos os responsáveis por esclarecer aos poucos a nossa consciência, pois de agora em diante necessitaremos de outras capacidades obscurecidas por este véu para continuarmos seguindo à diante. Nos limitamos a usar apenas algumas poucas de nossas 'ferramentas' (audição, visão, ofato, tato e paladar), mas temos muitas outras mais poderosas e precisas, e algumas delas serão necessarias de agora em diante. Somos uma centelha do todo, fazemos parte de tudo e tudo está conectado, possuímos um infinito 'banco de dados' a nosso dispor, apenas precisamos 'lembrar' como acessá-lo, e a resposta para esta questão está bem aqui, dentro de nós, e o primeiro passo para termos esta resposta é acreditar que a temos.

O ser humano age como se fosse um ser independente e soberano, mesmo estando infinitamente longe disso, mesmo tendo provas todos dias de que a lei da ação e reação impera no Universo, prejudicando a sí próprios com suas ações impensadas contra o meio e contra seus semelhantes. A ganância, o 'querer possuir' é um sentimento irreal, pois nada neste plano pertence a nós, sendo assim tudo será devolvido, tirado de nós, ou melhor, retornará a sua essência. Nunca vamos poder ser donos disto ou daquilo por muito tempo, somente o tempo sulficiente para aprendermos a lição necessaria, apenas carregaremos conosco o conhecimento e lembranças que implantamos dentro de nós, mesmo porque em pouco tempo nada do que damos valor hoje, e até lutamos e nos matamos por isso, terá alguma utilidade para nós, e este tempo está muito mais próximo do que podemos enxergar, pois a humanidade está passando por uma mudança significativa e, embora apenas alguns milhares a vêem, esse número irá crescer exponencialmente nas próximas décadas. As mais novas gerações já encarnam, notavelmente, com uma consciência mais apurada em relação a este assunto. Certa vez, em um documentário, ouvi uma história, na introdução do mesmo, que me marcou muito (foi uma daquelas coisas que ouvímos e carregamos para o resto de nossas vidas, que me vem a tona em inúmeras situações), o narrador diz que sempre jogava o jogo de tabuleiro 'Banco Imobiliário' com sua avó, e sempre era derrotado. Depois de alguns anos de aprendizado o rapaz foi capaz de vencer pela primeira vez o jogo e, se gabando pela sua vitória, diz a sábia senhora que agora tinha aprendido tudo, podendo vencê-la. Foi quando a avó se volta a ele e diz que agora ele iria aprender a mais importante lição de todas: você conquistou a maioria das propriedades do tabuleiro, ganhou praticamente todo o dinheiro do jogo, quebrou seus oponentes, me derrotou, mas isto é apenas um jogo, sendo assim desmonte o tabuleiro, guarde todas as peças e notas na caixa, ponha a caixa no armário e feche a porta. A vida é exatamente assim, nada do que adquirimos materialmente irá nos servir senão naquele momento.      
         Chegamos ao ápice do que podemos aprender agindo desta forma para com nós e para com o meio. Já estamos sendo obrigados naturalmente a mudar nossas atitudes, nossa forma de pensar, e quanto mais tardarmos a entender isso, mais sofreremos com a mudança, por este motivo muitos foram enviados e muitos velam por nós, bem mais próximos do que ainda podemos ver. Não tem como fugir disso, é a ordem natural, mais cedo ou mais tarde a mudança irá acontecer de forma clara e efetiva a todos os seres que vivem aqui. Uma das consequencias desta mudança será a depuração espiritual, para que o nível de conciência se iguale, como foi feito aqui a milhares de anos atrás, tornando possível subirmos o próximo degrau, e com certeza os que acreditarem que amando os seus semelhantes, e tudo que nos foi presenteado e faz parte do meio, como se ama a sí próprio, seres que entenderam que está vida é apenas um jogo de tabuleiro, que será novamente guardado no armário, poderão caminhar a frente, e partilharem da próxima experiência, que é apenas mais uma das muitas e muitas que ainda serão vivenciadas por cada ser que aqui está.

Glauco AC
01.01.2013

Apenas um palco

Acabo de assistir a gravação de uma palestra, sobre o amor que devemos ter para com os animais, palestra ministrada pelo professor Laércio Fonseca, uma pessoa que muito admiro e acho um exímio exemplo de sapiência, claro na orbe e ordem em que estamos, pois todos estamos, em se falando de ordem cósmica, em um patamar muito inferior e temos um longo caminho a percorrer. Dentre outras coisas, algo que Laércio fala e que me chamou muito a atenção foi o fato de que hoje a sociedade, consequentemente, nós como indivíduos, vivemos em uma constante rotina doentia devido a forma, que ao decorrer dos séculos deturpamos, dos nossos valores, valores estes que hoje vão contra muitas leis naturais que nos ajudariam em nossa evolução, e, consequentemente em algum momento da nossa existência, como espíritos, em nossa ascensão. Ou que seja, nós, por nós mesmos (pois tudo, sem exceção, que ocorre em nossas vidas tem como causa única nossas ações passadas) estamos caminhando vagarosamente, a providência na sua perfeição, e suas leis tão precisas, nos dá o privilégio de não regredirmos em nossa evolução pessoal, senão com certeza alguns seres humanos estariam, por causa de suas ações, literalmente 'correndo de costas', tamanha ignorância refletida em suas ações.


Nossas vidas diárias se limitam em conseguir suprimentos superficiais, para podermos 'sobreviver' neste mundo ilusório que construímos e manter a nossa 'casca de ovo'. Todos os dias acordamos dentro de nossas gaiolas entre quatro paredes, tomamos banho, café, nos vestimos, pegamos aquele ônibus lotado, batemos nosso cartão de ponto e sentamos em nossas mesas, frente aos nossos PC's, claro, a esta altura já completamente irritados e cansados, pensando na hora de deixarmos aquele ambiente e voltarmos para nossas casas. É obvio que pensando desta forma nossa vida se resume a algo estúpido e sem propósito algum, e o é. Chegamos no final das nossas vidas, temos a tão sonhada aposentadoria, e sentamos, jogamos um 'dominózinho' esperando a morte chegar. Esquecemos o que realmente necessitamos, o que realmente estamos buscando nesta experiência corpórea, motivo pelo qual todos, sem exceção, em algum momento, quando não por toda sua vida adulta, se torna infeliz, depressivo, angustiado. Estamos completamente longe de fazermos o que deveríamos (e pagamos por isso), olharmos para dentro de nós, corrigir nossos erros, evoluir. Poucos dedicam algum tempo para meditar, olhar para dentro, identificar e sanar seus defeitos (na maior parte do tempo fazemos o contrário, conseguimos identificar uma quantidade enorme de defeitos em cada pessoa que olhamos por alguns segundos). Nunca dedicamos algum tempo para vislumbrar a natureza, as florestas, os animais, os insetos, o céu, refletir sobre o papel que temos neste enorme universo. Temos que enxergar e entender o nosso lugar nisso tudo, somos apenas indivíduos em um universo formado por 200 bilhões de galáxias, e cada uma delas com centenas de bilhões de estrelas, entendermos nossa insignificância perante isto tudo. Precisamos nos voltar para nós mesmos, o conhecimento reside latente dentro de nós, temos que buscá-lo. O ser humano é por natureza egocêntrico, eu, hoje, acredito que este é o maior problema da humanidade, o egocentrismo. Vejo o tempo todo pessoas envenenadas por ele, se gabando pelo tão pouco que tem, eu mesmo procuro me policiar a todo momento pensando nisso, medindo minhas atitudes, e muitas vezes deparo com momentos em que falhei. Enraizamos isso dentro de nós, a sociedade nos impõe isso, é vital para a este conceito de sociedade em que vivemos, para que este caos continue, para que alimentemos nossa ignorância, nos obrigam a manter vivo este egocentrismo, em paralelo com um consumismo sem propósito e desenfreado.
Faz parte de nossa evolução identificá-lo e corrigi-lo. Mas hoje, fazemos o contrário, o alimentado, com adoração aos bens materiais (não nos importando com as consequências, vivemos nos sistema capitalista que tem como base exatamente isso, em sua essência é isso o capitalismo tira de muitos para dar a poucos), as religiões para satisfazer, superficialmente, nossos medos e incertezas (o homem acredita que Deus nos criou a sua imagem e semelhança, quando na verdade é o contrário, nós criamos este Deus a nossa imagem e semelhança, quem somos nós para podermos entender o conceito de Deus, estamos absurdamente longe de termos a capacidade de raciocínio para esbarrarmos na veracidade quanto a isso). Vivemos um conceito falho de relacionamento, baseado em posse, ainda não somos capazes de entender o que é amor, vivemos paixões, paixões temporárias, e paixão é uma doença, causa dor, vemos a outra pessoa com um bem material, nos colocamos como proprietário desta pessoa (necessitamos de uma aliança, um contrato para nos sentirmos seguros quanto a isso, como se adiantasse, e mostrarmos a todos o que temos, nosso troféu), as pessoas não conseguem viver sem isso, como se faltasse algo, como se a nossa felicidade pessoal dependesse do outro. É óbvio que isso causa diversos conflitos, que muitas vezes trás consequências ruins para ambos, e mesmo assim vemos isso como meta de vida, acreditamos que enquanto não nos casarmos ou tivermos nossa 'metade da laranja' não seremos felizes (isso é a forma de, inconscientemente, maquiarmos nossas falhas, medos e inseguranças, quanto a nós mesmos), quando na verdade, na maioria das vezes, ai começam os problemas.
O ser humano tem que entender que este corpo, esta matéria, foi nos 'emprestada', por um curtíssimo espaço de tempo, para podermos vivenciar certas experiências, e com elas aprender e nos corrigirmos, aprender que o externo não é o foco correto, a nossa meta está dentro de nós mesmos. Não conseguimos nem ao menos nos amarmos como somos, olhamos no espelho e ficamos descontentes com o que vemos, buscamos cirurgias plásticas, academias, produtos, roupas, bens, tudo não para a satisfação pessoal, o que já não seria algo muito louvável, mas pior, fazemos isto para a aprovação do outro, da sociedade, para nos encaixarmos nos distorcidos e errôneos padrões que a sociedade nos impõe. Como podemos alcançar níveis maiores de consciência, transcender este padrão de energia negativa se damos tanta importância ao diletantismo fútil. Quando na verdade deveríamos enxergar que a Terra é apenas um projeto e um palco para atuarmos por um breve espaço de tempo e tirar o máximo proveito desta experiência.

Glauco AC
04.11.2012

Carta a uma amiga

               Olá amiga, estava lendo a nossa conversa (gravei, pois a minha intuição me apontou necessário, e a tempos não a questiono, apenas faço o que ela me faz sentir), e lendo-a com calma, centrado no meu canto (sobre a luz azul que te indiquei), notei algumas coisas que na avidez do dia, meio ao trabalho e a vida cotidiana, passaram despercebidas. Afirmo com certeza: és índigo, em pouco tempo não terá mais dúvida disso, embora, como você mesma disse, às vezes nos vemos confusos, descrentes da nossa condição e de quem somos, nos desviamos do caminho que escolhemos a tanto tempo que nem lembramos, mas acredite, estes momentos serão cada vez mais curtos e a incerteza será completamente preenchida pela razão, e o digo não por convicção própria, mas por convicção dos que estão ao meu lado, me ajudam e me orientam, não falo de espíritos, pois estes estão, infinitamente, mais vivos que eu, do que você, ou qualquer um que esteja nesta orbe. O seu processo é muito semelhante ao meu, em detalhes que me emocionam e me fazem lembrar da minha própria caminhada, me identificando absurdamente em suas palavras, fazendo 'eles' me chamarem novamente, e a vontade de escrever, que a alguns meses havia sumido, voltar folgorosamente (e aprendi que não preciso me cobrar, em momento algum, a providência é perfeita, e eu faço parte dela, sendo assim não preciso me preocupar com o tempo, com meu tempo, as coisas acontecem como tem que acontecer, a hora que devem acontecer, já compreendi, ao menos um pouco, o benefício deste reencontro nosso, e algumas de suas razões, e te agradeço por isso). 


               Acredite amiga, o turbilhão meio ao desespero, a incerteza, a felicidade que em alguns momentos nos preenchem e se contradiz a estes outros sentimentos, é absolutamente necessário, essa disparidade tem que existir, precisamos deste choque para 'acordarmos', para nos 'reconhecermos', e, então, começarmos nossa verdadeira caminhada. Este é o começo da sua, e sinto a obrigação, por eu mesmo, de fazer o papel que muitos outros amigos de luz fizeram comigo, amigos estes que tive o prazer de conhecer, e hoje fazem parte do mais íntimo círculo de amizades que já tive nesta vida, pessoas que sempre terão algum tipo de contato comigo, seja um encontro, seja uma palavra, seja um pensamento, qualquer que seja será preciso, cada um de forma ímpar e inesquecível, será reconfortante, revitalizante, repleto de um amor sincero, que me sinto privilegiado de hoje poder sentir por outro ser e receber em mesma proporção, pessoas que me ajudaram a ter um rumo, fizeram eu perceber quem sou e o quanto sou valioso, o quão importante é o meu papel comigo mesmo e com a humanidade, que confirmaram a minha sanidade, que sanaram minhas dúvidas, me mostraram que a deficiência na minha alma, ao menos era assim que eu a enxergava, na verdade era um 'presente adquirido', sublime, usual e necessário. Hoje sei muitas das respostas que sempre entoavam em minha mente, sei exatamente de onde vim, qual o meu papel, e o porque de algumas dores e frustrações, e, principalmente a necessidade delas existirem.
               As coisas vão se encaixar por si só, as pessoas certas virão até você, como já tem acontecido e você tem notado, sem que tenha que mover um dedo, sua obrigação é apenas se conectar ao Universo, sentir que faz parte dele, sentir ele, e como ele é perfeito, e sua perfeição se espelha num simples grão de sal, num soprar do vento, numa paisagem, nas coisas mais simples que podemos notar, você só tem que ficar atenta, ficar viva, não como esteve até agora, mas viva de verdade, ver e sentir o mundo como ele realmente é, sentir a energia dele, sentir o que existe nele, e com o nosso espectro limitado de visão não podemos enxergar, usar outros sentidos que temos, e muitas vezes já serão mais precisos que nossa visão, audição, ofato, toque e paladar, mas foram esquecidos, e, consequentemente isso irá mudar a sua visão de si mesma, isto será inevitável e reconfortante, será preenchida de um sentimento inexplicável de felicidade e plenitude. Seja bem vinda ao mundo real, não precisa voltar para a Terra, como te disseram (risos), você está nela, apenas esta começando a enxergá-la com seu coração e não mais apenas com seus olhos.

Glauco AC
03.10.2012

Armadilhas

Armadilhas e ciladas no caminho da ascenção  - por Dr. Joshua David Stone 

O caminho espiritual é bastante fácil num plano e incrivelmente complicado em outro. O ego negativo e as forças das trevas espalham sedução e apegos, imensos complexos e ardilosos desafios em cada passo do Caminho.
Cometer erros e cair nessas armadilhas é normal. A minha preocupação é evitar que as pessoas que buscam o seu Caminho, fiquem enredadas nas ciladas por longos períodos, ou mesmo vidas inteiras.” 


Eis, então, as armadilhas e as ciladas mais comuns:
1. Abrir mão do seu poder pessoal, concedendo-o a outras pessoas, à mente subconsciente, ao ego negativo, aos cinco sentidos, ao corpo físico, ao corpo emocional, ao corpo mental, à criança interior, a um guru, aos mestres ascensionados, a Deus, a tudo o que for externo.
2. Amar os outros, mas não a si mesmo.
3. Não reconhecer o ego negativo como fonte de todos os problemas.
4. Concentrar-se em Deus, mas deixar de integrar e educar de modo correto, a sua criança interior.
5. Comer incorretamente e não fazer exercícios físicos suficientes, o que resulta em doença física e limitação nos outros níveis.
6. Mergulhar profundamente na vida espiritual mas não reconhecer o plano psicológico, que precisa ser compreendido e dominado.
7. Desejos, desejos e mais desejos materiais.
8. Exercer poder sobre os outros depois de alcançar o sucesso.
9. Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.
10. Tentar escapar da Terra, em vez de criar o Céu na Terra.
11. Ver apenas as aparências, em vez de observar a verdadeira realidade que está por detrás de todas as aparências.
12. Tentar tornar-se Deus, em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, como todas as outras pessoas o são.
13. Não perceber que você é a causa de tudo.
14. Servir os outros totalmente, antes de se tornar auto-realizado dentro de si mesmo.
15. Pensar que existe algo que se possa chamar de raiva justificada. A raiva é uma armadilha perigosa.
16. Tornar-se um extremista, e não ser moderado em todas as coisas.
17. Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.
18. Tornar-se sisudo demais, deixando de ter alegria, felicidade e diversão suficientes na vida. Não há ascensão sem alegria.
19. Ser indisciplinado e deixar de perseverar incessantemente nas suas práticas espirituais.
20. Abandonar as práticas e estudos espirituais quando se envolve num relacionamento.
21. Dar prioridade a um relacionamento, em detrimento do si e do seu processo interno. Essa é outra armadilha traiçoeira.
22. Deixar que a criança interior governe a sua vida.
23. Ser crítico demais e duro demais para consigo mesmo.
24. Deixar-se enredar pelo glamour e ilusão dos poderes psíquicos.
25. Tomar posse do seu poder pessoal, mas não aprender ao mesmo tempo a submeter-se ao seu Cristo interno.
26. Abrir mão do seu poder pessoal quando estiver fisicamente cansado.
27. Esperar que Deus e os mestres ascensionados resolvam todos os seus problemas.
28. Viver no piloto automático e relaxar a vigilância.
29. Entregar o seu poder a entidades que se possam comunicar consigo.
30. Ler demais e não meditar o bastante.
31. Deixar que a sexualidade o domine, em vez de dominá-la.
32. Identificar-se excessivamente com seu corpo mental ou emocional, sem atingir o equilíbrio.
33. Pensar que precisa ser um canal para outras vozes, ver ou experimentar toda a espécie de fenômenos mediúnicos a fim de se tornar espiritualizado ou ascender.
34. Forçar a elevação da sua kundalini.
35. Forçar a abertura dos seus chacras.
36. Pensar que o seu caminho espiritual é melhor que o dos outros.
37. Julgar as pessoas em função do nível de iniciação que alcançaram.
38. Partilhar o seu nível "avançado" de iniciação com outras pessoas.
39. Contar aos outros o seu "bom trabalho espiritual", em vez de simplesmente centrar-se na sua humildade. “Não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua mão direita”.
40. Pensar que as emoções negativas são algo imprescindível.
41. Isolar-se dos outros e achar que isso é ser espiritualista.
42. Considerar a Terra um lugar terrível.
43. Entregar o seu poder à astrologia ou à influência dos astros, como fatores externos e incontornáveis.
44. Apegar-se demais às coisas e às pessoas.
45. Viver desapegado demais com relação à vida; não se esforçar rumo ao desapego envolvido.
46. Viver preocupado demais com o eu; e não se dedicar o suficiente a servir os outros.
47. Enredar-se nas numerosas teorias equivocadas da psicologia tradicional, pois cada uma delas não passa de uma fina fatia da torta inteira.
48. Ser místico demais ou ocultista demais, e não se esforçar para integrar os dois lados.
49. Desistir no meio das grandes adversidades. Essa é uma das piores armadilhas. Nunca desista! Nunca, jamais deve desistir!
50. Achar que o sofrimento que o incomoda - seja em que nível for - não irá passar.
51. Concentrar-se demais no nível de iniciação que alcançou, ou aguardar com ansiedade exagerada o momento da ascensão, em vez de se preocupar com o trabalho que precisa ser feito.
52. Deixar-se enredar pelos poderes espirituais em vez de reconhecer que o amor é, de entre todos, o maior poder espiritual.
53. Denegrir outros grupos espiritualistas ou metafísicos, em vez de buscar o trabalho conjunto e a unificação, mesmo que esses grupos não estejam inteiramente sintonizados com todas as suas crenças.
54. Deixar-se enredar no dogma da religião tradicional, ou quaisquer outros dogmas.
55. Pensar que precisa de um sacerdote, que aja como intermediário entre si e Deus.
56. Usar as suas crenças espirituais para gerar divisão, elitismo ou uma condição especial indevida.
57. Tornar-se fanático demais pelas suas próprias crenças.
58. Achar que pode alcançar a iluminação por meio de drogas ou algum tipo de pílula mágica. Essa é uma das piores formas de ilusão!
59. Achar que outras pessoas não precisam trabalhar no seu caminho espiritual.
60. Sobrevalorizar o relacionamento com os filhos em detrimento das relações consigo mesmo e com o seu Cristo interno.
61. Enredar-se em todas as atrações deste mundo material, realmente fascinante.
62. Envolver-se demais no amor a uma só Pessoa, em vez de expandir seu amor para englobar muitas pessoas, e todos os outros, de forma incondicional.
63. Enredar-se na dualidade, em vez de buscar equilíbrio mental, paz interior e equidade em todos os momentos; se você não transcender a dualidade, continuará a sentir-se vítima da sua própria montanha-russa emocional, sacudindo-se de um lado para o outro entre os altos e baixos da vida. A alma e o espírito pensam com uma
consciência transcendente, que não tem ligação com essa lufa-lufa quotidiana.
64. Ser pai ou filho, mãe ou filha no relacionamento a dois, em vez de assumir a condição de adulto.
65. Pensar que precisa sofrer na vida. Isto é tremendamente falso!
66. Ser ou querer ser um mártir do caminho espiritual.
67. Precisar de controlar os outros.
68. Ter ambição espiritual.
69. Precisar de simpatia, amor ou aprovação.
70. Ter necessidade de ser um Mestre.
71. Ser hipersensível ou, no outro lado da moeda, duro demais.
72. Assumir responsabilidades no lugar dos outros.
73. Ser ou querer ser um salvador.
74. Servir por motivos egoístas e pensar que está a acumular mérito espiritual.
75. Pensar que é espiritualmente mais avançado do que realmente é; por outro lado, pensar que é menos avançado do que realmente é.
76. Ser famoso e cultivar a dependência da fama.
77. Dar importância indevida à busca da paixão ou da alma gêmea, e não perceber que a sua própria Alma - e a Mônada - são aquelas que, na verdade, o podem complementar e saciar interiormente.
78. Pensar que precisa de um relacionamento romântico para ser feliz.
79. Precisar ver-se no centro do palco; ou, no outro lado da moeda, preferir sempre esconder-se pelos cantos.
80. Trabalhar e esforçar-se demais, exaurindo-se fisicamente, ou, no outro lado da moeda, distrair-se demais e não se ocupar dos assuntos do Pai.
81. Buscar orientação em médiuns e não confiar na própria intuição.
82. Entregar-se, neste plano ou no plano interior, a mestres que não sejam ascensionados e que, logicamente, também têm uma compreensão e concepção limitadas da realidade.
83. Fazer do caminho espiritual um hobby, e não o "fogo devorador".
84. Perder tempo demais em frente da TV, na Internet, com jogos de vídeo, ou lendo romances fúteis, e assistindo a filmes violentos.
85. Gastar quantidades imensas de tempo e energia por falta de organização e administração adequada do tempo.
86. Pensar que discutir com os outros é algo que lhe sirva a si, ou sirva a outras pessoas.
87. Tentar vencer ou estar certo, em vez de se esforçar por amar e compreender.
88. Enfatizar demais a intuição, o intelecto, o sentimento e o instinto, em vez de perceber que tudo isso precisa ser equilibrado e integrado, cada qual na sua devida proporção; a cilada, aqui, é identificar-se excessivamente com um deles.
89. Devotar-se a um guru que o diminui e o divide, em vez de se dedicar ao Eu espiritual que é você mesmo, e cultivar o seu próprio Cristo interno.
90. Tentar permanecer aberto todo o tempo, em vez de saber como abrir e fechar o seu campo energético, de acordo com as necessidades.
91. Não saber dizer não aos outros, à criança interior ou ao ego negativo.
92. Pensar que a violência ou qualquer tipo de agressão contra os outros lhe vai trazer aquilo que você deseja, ou que sirva a Deus de algum modo.
93. Culpar Deus ou irritar-se com Ele ou contra os mestres ascensionados por causa dos próprios problemas.
94. Quando suas orações não forem atendidas, pensar que Deus e os mestres ascensionados não estão respondendo às suas preces.
95. Comparar-se com outras pessoas, em vez de perceber que somos únicos, e que as potencialidades, as circunstâncias e as vivências do outro não são as suas.
96. Pensar que ser pobre é ser espiritualizado. Pensar que é preciso ser rico para ser feliz e espiritualizado.
97. Comparar-se e competir com os outros por causa dos níveis de iniciação e ascensão.
98. Assumir o papel de vítima diante de outras pessoas ou do seu próprio corpo físico, emocional ou mental, desejos, cinco sentidos, ego negativo, eu inferior.
99. Estudar demais e não manifestar os seus conhecimentos no mundo real.
100. Pensar que o seu mau humor é a verdadeira realidade de Deus.
101. Pensar que o valor reside em fazer e alcançar coisas.
102. Pensar que você não precisa de se proteger espiritual, psicológica e fisicamente.
103. Pensar que glamour, ilusão, ego negativo, medo e separação, são a verdadeira realidade.
104. Usar açúcar, café e refrigerantes e outros estimulantes artificiais para obter energia física.
105. Tentar fazer tudo sozinho e não pedir a ajuda a Deus; ou, no outro lado da moeda, pedir a ajuda de Deus e não se ajudar a si mesmo.
106. Deixar de amar as pessoas porque elas o estão a tratar mal ou dando um exemplo negativo de egoísmo; não distinguir a pessoa de seu comportamento.
107. Perder a fé na realidade viva da Alma, da Mônada, de Deus e dos Mestres Ascensionados, e na capacidade que eles têm de ajudá-lo.
108. Pensar que apenas as outras pessoas podem atingir a ascensão, ou ser Luz no mundo, ou pelo menos não nesta vida.
109. Tentar atingir a ascensão para fugir dos problemas quotidianos.
110. Pensar que a Terra é uma prisão, e não reconhecê-la como um Paraíso em evolução.
“Tudo o que existe no universo divino é governado por leis - físicas, emocionais, mentais e espirituais. Aprendendo a compreender essas leis e tornando-se obediente a elas você trilhará o caminho da ascensão.”

Reencontros

É notório, com o tempo, começarmos a ter plena consciência de quão errado foi o caminho que a humanidade seguiu e as conseqüências que esta atitude causou a longo prazo, e nesta última década de forma mais intensa, para nós mesmos e para o planeta, seja em tratando da matéria propriamente dita, bem como dos campos energéticos. Por vezes isto nos trás até certos sentimentos de revolta misturados com certa dor, mas assim que os reconhecemos, quase que instantaneamente, presenciamos crescer dentro de nós a necessidade de lidar de forma mais amena e ponderada com este novo sentimento, nos mostrando, aos poucos, a real necessidade de estarmos aqui, nos preenchemos então de felicidade, ânimo e coragem para fazermos o que nos prontificamos.


Ao decorrer de nossa evolução, que se acelera consideravelmente após o nosso despertar, encontramos, dentro de nós, uma vontade incondicional de procurar conhecimento em diversas áreas, muitas que nem ao menos antes nos interessavam, muitas que nem sabíamos que existia, derrepente nos vemos ávidos a entender certo tipo de assunto, e percebemos que conseguimos assimilá-lo com uma enorme facilidade, nos aprofundando ao ponto de poder passar a outros, com enorme propriedade, este ou aquele conhecimento. Isto, somado a nossa percepção tornando-se, cada vez mais, aguçada em todos os âmbitos, nos proporciona enxergar tudo de outro prisma, mais amplo, mais transparente, ver as coisas como realmente são, pois, até então, o que chamávamos de realidade começa, claramente, se distorcer diante de nossos olhos e de nossos outros sentidos com velocidade surpreendente, nos proporcionando um entendimento mais rápido e preciso de tudo e, principalmente, todos ao nosso redor. Inevitavelmente mudamos nossos valores, não apenas em relação à maioria de nossas atitudes, mas principalmente em relação a algumas pessoas. Quando percebemos nosso círculo de amizades se modifica, de forma natural, mal percebemos. Além de que, de maneira automática, notamos algumas pessoas se afastarem de nós, mesmo sem nenhum motivo aparente, a admiração que existia por certa pessoa se esvai e, por vezes, é preenchida por um sentimento que vai de certa raiva, no início, até um sentimento de desdém, que nos fazem entender a necessidade de estarmos aqui, e se transforma em amor, amor ao próximo, amor incondicional. Enxergamos, de maneira humilde (isto se torna bem claro diante do esclarecimento deste sentimento), o nosso tamanho em relação a este ser. Sem ele perceber notamos o quanto podemos ajudá-lo. Claro, se ele o percebesse seria muito mais fácil desenvolver nosso trabalho, mas é algo que dificilmente irá acontecer, geralmente agiremos sem termos mérito imediato algum, o que em pouco tempo deixará de nos incomodar ou até magoar, pois percebemos, com a prática e o aumento de nosso discernimento, que o verdadeiro mérito vem de dentro de nós, traduzido por uma enorme alegria e plenitude por estarmos no lugar certo e fazendo a coisa certa, a princípio sentimos isso inconscientemente, mas aos poucos entendemos o porque deste maravilhoso retorno, o que o torna maior ainda.
Em contra partida a isso surgem novas amizades, muitas que se sobressaem, e muito, aos antigos laços que já existiam nas nossas vidas. A parcialidade nos preenche totalmente, por vezes nos surpreendemos com tamanha troca de amor e carinho, por alguém que conhecemos a tão pouco tempo, o bem estar que sentimos ao lado destas novas amizades nos deixam perplexos. Mas devido a nossa aguçada percepção os detalhes e sutilezas dos acontecimentos nos demonstram o quão óbvio eram estes encontros. As conversas em comum, sentimentos, valores, admiração por isso ou aquilo, tudo nos leva a crer que este certamente não é apenas um encontro casual, mas sim um reencontro que, de forma alguma, poderia deixar de acontecer para que levássemos nossa vida e nossa ‘missão’ adiante.

Glauco AC
06.03.2012

Revolta

          Muitos de nós, ao longo do nosso crescimento espiritual, em alguns momentos, nos preenchemos de certo sentimento de revolta, nos sentimos dominados por ele, sem o controle, sufocados, e muitas vezes nem conseguimos identificar a razão de tal sentimento. Acaba que, por muitas vezes, se transforma em depressão, perdemos a fé em nós mesmos, na nossa razão, desacreditamos no que assimilamos com as novas descobertas desse novo período, nos levando a diversos tipos de consequências negativas, como: apatia, isolamento, uso de drogas, tentativas de suicídio, e principalmente, desvio do nosso caminho, que, em alguns casos, podem nos custar muito caro. Temos uma pré-disposição a estes tipos de atitude, desde antes de descobrirmos quem somos e o porquê de estarmos neste momento onde estamos. Não é incomum escutar histórias semelhantes as que guardamos em nossas memórias de outros como nós. Esta pré-disposição é uma prova que temos nossos sentimentos mais desenvolvidos, a 'flor da pele', prontos para serem externados. Estamos, cada vez mais, sentindo fazer parte de algo maior, mas agora é diferente, é mais vívido, mais real, já não sentimos apenas em nossa alma, mas os efeitos desta ligação com o Universo começa a demonstrar indícios em nossos costumes, nossas rotinas, nosso dia-a-dia. Começamos ter necessidade de meditação, de pisar descalço na terra, abraçar uma árvore, admirar as estrelas, olhar o movimento do mar, contemplar a beleza nas diversas formas em que a natureza se manifesta, necessidade de estar rodeados de pessoas que nos querem bem e vibram como nós. Quando o fazemos nos sentimos plenos, ENERGIZADOS. Por isso a necessidade de um policiamento constante, até que se torne automático, sobre estes sentimentos de revolta, e as atitudes que, com certeza, nos levarão. Somos muito vulneráveis a isto.


         Claro que se torna algo confuso e, de certa forma, ilógico, pois agora com a percepção mais aguçada, o nosso raciocínio mais desenvolvido, a intuição se tornando um de nossos sentidos, já, por vezes usada até de forma incondicional, nossa 'inteligência espiritual' vindo à tona, conseguirmos entender melhor o mundo e o que acontece a nossa volta, como haveríamos de sentir algo senão alegria e felicidade. Se pensarmos bem não é tão ilógico assim. Sem percebermos, junto a essa intensidade de percepção racional e sensorial, nosso ser nota não estarmos na nossa real condição, podemos sentir que falta algo em nós, sentimos a limitação deste corpo, desta realidade, sentimos saudades de outros que nem sabemos quem são, saudades de certos bons sentimentos, que em algum momento de nossa existência nos preencheram, percebemos o quão errado está o mundo a nossa volta. Notamos a quantidade de pessoas que dão importância a coisas tão pequenas e irrelevantes, ao mesmo tempo em que deixam escapar oportunidades de crescer que passam a sua frente a todo momento.
          Estamos em um período de transição, não apenas no planeta, mas principalmente, em nós, estamos nos reconhecendo, descobrindo o que precisamos fazer e o que somos capazes, como se encaixamos nesse turbilhão todo. Esta transição dá oportunidade para que isso aconteça, e faz parte de nosso aprendizado lidar com isso. Por mais ajuda que tenhamos em paralelo, cabe a nós mesmos descobrirmos a melhor forma, ainda como indivíduo, de lidar com isso, por se tratar de um processo de crescimento e preparação interna. Precisaremos disso, do controle, força e capacidade de nos centrar que obteremos com este e outros tipos de lição. Temos que buscar o equilíbrio dentro de cada um de nós, temos as ferramentas necessárias para tal, só precisamos, por si só, descobri-las e aprender a usá-las.
         
Glauco AC
25.10.11

Inércia

         Por estes dias comentei o fato de estarmos em pleno século XXI, e ainda existirem pessoas céticas, apesar de todas as provas palpáveis, quanto à espiritualidade, pessoas que ainda acreditam que a vida se resume a esta ínfima passagem terrena. Pessoas que não estão dispostas a aprenderem, a mudarem seus conceitos, a se lapidarem, a evoluírem. E exatamente neste ponto onde se vê necessária uma depuração global, por este tipo de conduta estagnar a evolução de outros, por impedir certas ações as quais alavancariam novas ideias e novas ações a favor da transformação para um nível acima. Pessoas que se fecham, que se contentam com a falta de ideias quanto à continuidade do ser perante a morte física, se acomodam em apenas existirem. Como se a vida se resumisse a isso, como se nosso verdadeiro ser fosse este corpo falho e perecível, como se a vida se resumisse apenas a isso, se nossa intuição fosse mero acaso, e não algo acumulado em nosso âmago, algo trazido de vivências anteriores, e o conhecimento, experiências e lembranças se perderiam no nada. Outras ainda duvidam da futura maturidade da ciência, julgando certos acontecimentos como resultados de forças inexplicáveis, milagrosas, ou que, nem em um futuro distante, poderão ser cabíveis de exatidão quando explicadas e demonstradas pela física, química ou outras ciências, algumas talvez que ainda nem conhecemos. Como se a história não as ensinasse que este é o princípio, que nosso conhecimento é mutável, falho, e passível de adaptação e aperfeiçoamento. Espanta-me não duvidarem de si mesmas, e sim do Universo, como se tivessem capacidade, hoje, de explicar uma minúscula parte dele, pois mal nos compreendemos, mal nos conhecemos, quem dera entender uma pequena parte deste vasto 'tudo'.
         Mas isto também é necessário e tem um grande propósito. É fato que por vezes me sinto incomodado com isto, com pessoas que não buscam sanar suas dúvidas e se acomodam perante as interrogações, que preferem deixar de lado, esquecer, ao ir buscar respostas plausíveis e convincentes. Mas querer impor as idéias que acreditamos, ou por vezes até mesmo temos certeza, se torna uma vazão desnecessária e enorme dispersão de energia, sem obter benefício algum, muito pelo contrário, para ambas as partes. Muitas vezes manter a inércia, mesmo que extremamente difícil o seja, traz os melhores resultados. Cada um tem seu tempo, suas necessidades e dúvidas, cabe apenas a elas procurarem por respostas. Em alguns grupos de pessoas, já despertas e conscientes do que acontece hoje no nosso planeta, ainda se nota a enorme divergência de idéias, divergência esta que por vezes chega a criar antipatia entre um e outro, mesmo estes sabendo do que se trata o momento, da necessidade de se trabalhar a união, de todos termos a mesma linha de pensamento, e somarmos nosso desejo, nossa força. Porém isto é parte do processo, mesmo que no início torne este processo vulnerável, assim como uma árvore para atingir a fase adulta, necessita antes ser muda, delicada e frágil. Pois meio a isto se criam discussões, que geram respostas adversas, e opostas a isso também se alicerça relações com pessoas que tem ideias semelhantes, gerando fortes laços e germinando novas e poderosas ideias, novos caminhos, novas atitudes, e consequentemente, novos resultados. 
Glauco AC
21.10.11

         Junto à aceitação da intuição, as mudanças que isto causa e a velocidade em que a vida começa a se impor surgem à consciência em diversos ângulos diferentes. Fatos e ocasiões, antes despercebidas, começam se exprimir com enorme clareza, na verdade, analisando a fundo, os valores e conceitos se invertem. Muito do que era importante deixa de sê-lo e vice versa. Acontecimentos antes nem notados começam, literalmente, guiar minha vida, me impõe prudência na maioria de minhas atitudes e, principalmente, em meus pensamentos, pois começo a ter uma vaga idéia do que este é capaz, e tenho a certeza que, realmente, se trata apenas de uma idéia.
 
         Sinto estar apenas iniciando o que tenho que fazer, em relação a mim mesmo, noto a minha pequinês, mas já percebo muita diferença, principalmente na forma que penso, e começo a enxergar o que este pensamento, usado de forma mais focada pode fazer. Em um livro sobre apometria que estou lendo, se fala muito sobre correntes mento-magnéticas e o elemento fundamental para potencializá-las: a fé. Creio, assim como a grande maioria das pessoas, eu tinha uma idéia distorcida do que era fé, uma idéia imposta pela sociedade em que vivemos, idéia esta, que por si só, já limita a força de nossa fé. Pois por uma série de conseguintes acontecimentos, desde a idade média, nos condicionamos a obscurecer diversas ferramentas que temos dentro de nós. Esta sociedade em que vivemos hoje em dia nos faz acreditar que não podemos fazer, que não podemos isto ou aquilo, determinam até onde podemos ir, quando na verdade fé se trata do contrário. Como não podia ser diferente, os feitos produzidos por esta nossa fé controlada também se restringem, causando um círculo vicioso entre limites e realizações. Quanto alguém consegue determinar isso, de forma a alterar esta condição, e acreditar piamente em sua capacidade e interatividade junto ao meio e outros seres, este opera milagres.
         Somos formados do mesmo elemento inicial que qualquer coisa existente neste Universo, compartilhamos a mesma fonte de energia de tudo que já se criou, mesmo sendo em maior ou menor intensidade, viemos do mesmo princípio, da mesma centelha. Então, seria correto dizer que fazemos parte do todo, sendo assim, também seria correto afirmar que podemos interagir com ele, interagir com qualquer coisa, qualquer elemento, sela ele vivo ou inanimado.
         Não pode haver razão para impor a extensão da nossa fé, para ela não existe lógica na nossa ciência atual, portanto como poderíamos ser capazes de estipular até onde ela pode nos levar.
         O último passo da razão é reconhecer que há uma infinidade de coisas que a superam. (Pascal)



Glauco AC
29.05.11